terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Vila do Gerês

Já lá tinha ido à muitos mas não tinha qualquer memória visual. Foi a maior desilusão de toda a viagem e desde à alguns tempos que um lugar de Portugal não me desiludia tanto, uma pura perda de tempo.

Consegui "roubar" uma ou outra imagem que retrata tudo o que a vila é. 

É uma tristeza ao ponto de ser uma zona fulcral porque dá nome ao Parque e por exemplo está vazia de opções de grandes lojas de produtos típicos onde se possa escolher e comprar tradicional. Tudo o que lá vi compro em qualquer lugar e vila de Portugal e tem tão pouca ou nenhuma opção que nem vale a pena parar. 

Aliás, a nível de compras estas férias foram uma desilusão e eu ia preparada para fazer as compras de Natal no comércio tradicional. 

No geral no Gerês não havia nada, quase nada ou o que havia, principalmente os espaços pertencentes ao Parque Natural da Peneda Gerês estavam fechados ou com fraca oferta. A desculpa, como nos apercebemos depois era porque era época baixa e havia poucos turistas mas... havia turistas tanto portugueses como espanhóis que voltavam para trás devido ás portas fechadas ou á desilusão da falta de acompanhamento.

Um Parque Natural tão conhecido e divulgado peca pela falta de oferta de apoio e serviços mínimos - se te perdes lixas-te, em zonas de visita aconselhadas pela própria página oficial do Parque que até fornece mapas.

A famosa Vila nem um pequeno parque infantil público oferece aos seus habitantes e turistas no Inverno. Os lojistas, do pequeno Centro Comercial informaram-me que existe um mas que está fechado no hotel e só abre no Verão.




6 de Dezembro de 2015

Brufe

Uma das mais agradáveis surpresas destas férias. Não estava no programa e descobrimos esta pequena vila por mero acaso, ao seguir a seta do restaurante  O Abocanhado - o restaurante que me faria ir todos os dias ao Gerês até ter experimentado todos os pratos da lista.

Esta pequena vila, perdida, esquecida na paz dos seus poucos habitantes é simplesmente deliciosa. 

Mais delicioso que o pequeno encanto da vila foi ver o Diogo correr ao lado de uma folha seca que metemos num pequeno percurso de água feito pelo homem e que atravessa a vila.










6 de Dezembro de 2015

Vilarinho das Furnas

Nós bem tentámos ir ver a cidade romana mas o facto de não vermos ninguém á nossa volta, o facto da maré estar cheia e o que tínhamos de andar vez com que voltássemos rapidamente para atrás mas foi muito engraçado caminhar debaixo de um Sol quentinho e acolhedor com o Diogo ás cavalitas, a brincar com paus ou juntamente com o pai a mandar pedras para a água.



6 de Dezembro de 2015


São Bento da Porta Aberta

O Santuário de São Bento da Porta Aberta tem esse nome porque a ermida (construída em 1615) tinha sempre as portas abertas servindo de abrigo aos viajantes. 

Tivemos aqui uma pequena paragem para conhecer o Santuário e para o Diogo aproveitar para ver e ouvir o sino tocar. 

Creio que aqui se desenvolveu a ligeira "obsessão" que o miúdo tem agora por sinos e igrejas que apelida de Casa de Jesus. Como os sons dos sinos e as igrejas são uma constante em terras do Gerês podem imaginar a "loucura". 

Aqui o pai mostrou-lhe a presépio completo com a Maria, o José e o Menino (que eu não tenho em casa porque o Menino só nasce dia 24) e eu sentada na escadaria que leva ao altar, contei-lhe a história do Menino Jesus que cresceu, foi ferido e morto pelos romanos e foi para o Céu onde é a Estrela que brilha mais para lembrar que as pessoas têm de ser boazinhas e se portarem bem -  bastou esta vez para ele nunca mais esquecer e contar a história. 

Ás vezes quando olha para as estrelas procura a Ursa Grande, outras o Menino e outras o Mufasa (Rei Leão).


6 de Dezembro de 2015

Chegámos ao Gerês e á Residencial Verde Pinho

Nem sei por onde começar a falar sobre estas férias mas talvez o melhor seja começar a mostrar as primeiras imagens da minha estadia em Verde Pinho e como fiquei logo sem fôlego. 

Se queres ir ao Gerês aconselho a Residencial Verde Pinho, pela localização, preço e simpatia dos donos que nos recebem como se fossemos família e nos deslumbram com a paisagem com que nos recebem ao pequeno almoço (básico, bom e barato).

Acima de tudo rapidamente percebemos que estas férias teriam de ser tranquilas, sem grandes programas e constantes paragens porque com tantas curvas e contra curvas o tempo de chegada aos sítios seria muito e teríamos de encontrar formas de não saturar o Diogo com paragens e mais paragens em tantos e tão bonitos locais que vamos sempre encontrando pelo caminho e com o tempo de deslocação de carro e de o divertir onde íamos. 

Optou-se logo por também deixar de lado tudo o que tivesse a ver com cascatas por causa do frio e pelas birras que isso ia causar porque ele ia querer ir para dentro de água. Anulámos as grandes caminhadas por inexperiência nossa, porque não se encontrava ninguém em caso de ser necessário ajuda e porque o Diogo ia fartar-se. 

Era melhor delinear um objectivo, desfrutar dele e deixar o Diogo andar, correr, brincar e explorar ao seu ritmo, depois de tanto tempo a andar de carro, a portar-se que nem um herói, era injusto não pensarmos primeiro no seu bem estar. 

O nosso pensamento é sempre que se estamos a alterar as rotinas dele temos de compensar com alguma descontracção, liberdade de movimentos e acção, temos de ter paciência e abdicar (como adultos) de algumas coisas para que juntos possamos desfrutar o máximo possível e poder realmente ser férias em família. Nem sempre conseguimos mas tentamos evitar as zonas de conflito com ele devido ao cansaço e principalmente ao facto de querer ficar ainda mais tempo num local  - temos explorador :)






5 de Dezembro de 2015

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Castelo de Vide

O Rei D. Pedro deu-lhe o nome de "Sintra do Alentejo". Eu não chegaria tão longe mas se calhar tenho de a explorar um bocadinho melhor. Esta paragem não estava nos nossos planos mas à ultima hora alguém me disse:- Estás perto, passa por lá que é giro!

E assim foi. Aproveitámos o bom tempo e a vontade do Diogo em correr nos castelos e depois de nos despedirmos do Marvão fomos dizer olá a Castelo de Vide, mais propriamente ao castelo.

O castelo é mais pequeno que o de Marvão e está em manutenção mas mesmo assim é agradável e tem espaço para pequenos exploradores fazerem grandes achados. 

Aqui a atenção tem de ser maior porque existem mais perigos visíveis para todos e bastante atractivos para os pequenotes. Afinal andar num telhado também é uma aventura para adultos mas requer muita atenção.

Aconselho uma visita mais prolongada para conhecer melhor as pequenas casas dentro das muralhas do castelo e a vila que as envolve.















Saída do Marvão


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Marvão

A 800 metros de altitude esta vila domina a paisagem com as suas enormes muralhas defensivas a avistarem-se ao longe. Esta vila manteve o seu valor defensivo e estratégico até ao séc XIX e por ter participado, na primeira linha, em todas as guerras de Portugal contra os inimigos externos tem o mais rico património histórico-militar.

A vila foi conquistada aos mouros em 1166. Parece que D. Afonso Henriques terá conquistado Marvão no período da Reconquitsta entre 1160 e 1166 mas a informação não é precisa. Existe a certeza que em 1226 recebe de D. Sancho II o foral régio.

O seu castelo medieval tem fundações romanas. D. Dinis manda-o reconstruir e ampliar após disputá-lo com o seu irmão D. Afonso em 1299.

As forças partidárias do Mestre de Avis tomam o castelo na Guerra da Restauração 1641-1668 e a velha fortificação é reabilitada com as novas tecnologias de guerra da altura.

Ir ao Marvão é vir de lá de coração cheio. O Castelo e as pequenas casas dentro das suas muralhas fazem lembrar uma pequena vila de conto de fadas, janelas pequenas, portas pequenas, ruas estreitas e um silêncio só superado pelo ar que nos corta os sentidos e faz sentir em Paz.

Estar no Marvão num dia de chuva e nevoeiro é poder caminhar como se o castelo e vila fossem nossos por direito e o nosso dever ser unicamente ali estar e cuidar das ruas como se elas pudessem desaparecer com o virar da página.

O tempo apesar de cinzento foi nosso amigo. O Diogo divertiu-se muito a explorar tudo e mais alguma coisa. O castelo convida a isso porque é grande, espaçoso e está bem cuidado. A trovoada que se ia ouvindo aproximar não o assustou e ele que correu e percorreu tudo o que lhe foi permitido percorrer. Até a vila foi sua amiga com as estreitas ruas vazias de pessoas recolhidas nas suas casas.

Ele só queria correr pelas ruas e muralhas do castelo, explorar tudo como se amanhã fossem desaparecer e de facto no dia seguinte desapareceram. Foi com coração partido que depois de um delicioso e simples pequeno almoço tivemos de deixar a maravilhosa Estalagem do Marvão e a magnifica vila.

Já no carro, o Diogo dizia adeus com as duas mãos ao castelo. - Adeus Catelo, adeus Catelo!!! E o meu coração sorriu de felicidade porque tenho a certeza que este cavaleiro depois de subir e descer ruas, pular escadas, correr por muralhas, explorar cantos e recantos irá descansar e talvez sonhar com novas aventuras e conquistas.