quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Castelo de Vide

O Rei D. Pedro deu-lhe o nome de "Sintra do Alentejo". Eu não chegaria tão longe mas se calhar tenho de a explorar um bocadinho melhor. Esta paragem não estava nos nossos planos mas à ultima hora alguém me disse:- Estás perto, passa por lá que é giro!

E assim foi. Aproveitámos o bom tempo e a vontade do Diogo em correr nos castelos e depois de nos despedirmos do Marvão fomos dizer olá a Castelo de Vide, mais propriamente ao castelo.

O castelo é mais pequeno que o de Marvão e está em manutenção mas mesmo assim é agradável e tem espaço para pequenos exploradores fazerem grandes achados. 

Aqui a atenção tem de ser maior porque existem mais perigos visíveis para todos e bastante atractivos para os pequenotes. Afinal andar num telhado também é uma aventura para adultos mas requer muita atenção.

Aconselho uma visita mais prolongada para conhecer melhor as pequenas casas dentro das muralhas do castelo e a vila que as envolve.















Saída do Marvão


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Marvão

A 800 metros de altitude esta vila domina a paisagem com as suas enormes muralhas defensivas a avistarem-se ao longe. Esta vila manteve o seu valor defensivo e estratégico até ao séc XIX e por ter participado, na primeira linha, em todas as guerras de Portugal contra os inimigos externos tem o mais rico património histórico-militar.

A vila foi conquistada aos mouros em 1166. Parece que D. Afonso Henriques terá conquistado Marvão no período da Reconquitsta entre 1160 e 1166 mas a informação não é precisa. Existe a certeza que em 1226 recebe de D. Sancho II o foral régio.

O seu castelo medieval tem fundações romanas. D. Dinis manda-o reconstruir e ampliar após disputá-lo com o seu irmão D. Afonso em 1299.

As forças partidárias do Mestre de Avis tomam o castelo na Guerra da Restauração 1641-1668 e a velha fortificação é reabilitada com as novas tecnologias de guerra da altura.

Ir ao Marvão é vir de lá de coração cheio. O Castelo e as pequenas casas dentro das suas muralhas fazem lembrar uma pequena vila de conto de fadas, janelas pequenas, portas pequenas, ruas estreitas e um silêncio só superado pelo ar que nos corta os sentidos e faz sentir em Paz.

Estar no Marvão num dia de chuva e nevoeiro é poder caminhar como se o castelo e vila fossem nossos por direito e o nosso dever ser unicamente ali estar e cuidar das ruas como se elas pudessem desaparecer com o virar da página.

O tempo apesar de cinzento foi nosso amigo. O Diogo divertiu-se muito a explorar tudo e mais alguma coisa. O castelo convida a isso porque é grande, espaçoso e está bem cuidado. A trovoada que se ia ouvindo aproximar não o assustou e ele que correu e percorreu tudo o que lhe foi permitido percorrer. Até a vila foi sua amiga com as estreitas ruas vazias de pessoas recolhidas nas suas casas.

Ele só queria correr pelas ruas e muralhas do castelo, explorar tudo como se amanhã fossem desaparecer e de facto no dia seguinte desapareceram. Foi com coração partido que depois de um delicioso e simples pequeno almoço tivemos de deixar a maravilhosa Estalagem do Marvão e a magnifica vila.

Já no carro, o Diogo dizia adeus com as duas mãos ao castelo. - Adeus Catelo, adeus Catelo!!! E o meu coração sorriu de felicidade porque tenho a certeza que este cavaleiro depois de subir e descer ruas, pular escadas, correr por muralhas, explorar cantos e recantos irá descansar e talvez sonhar com novas aventuras e conquistas.



























Antes de subir ao Marvão

Antes de subir ao Marvão parámos para almoçar no Restaurante Zé Calha, uma agradável surpresa. 

À saída a chuva chamava mas o espaço da pequena vila é tão agradável e bem cuidado que não resistimos a uma pequena volta só para sentir o ambiente. Tem circuito de manutenção, parque infantil, mesas de piquenique e o suave som do rio que corre mesmo ali ao lado. Imagino o canto dos pássaros no Verão.

O Diogo que adora correr não desperdiçou a oportunidade e adorou andar na ponte de pedra. Infelizmente o tempo não permitiu brincadeiras no parque, uma situação que nos perseguiu durante todo o fim de semana.



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Estalagem do Marvão


A recepção na estalagem não podia ser mais educada, informal e familiar do que foi. Fiquei com a sensação que todos os hóspedes são família e fazem parte da casa. Eles gostam de toda a gente, toda a gente gosta deles e a casa agradece.

Um dia a chamar o frio e com muita chuva à mistura fez com que a lareira fosse acesa para aquecer a estalagem porque os nossos corações seriam aquecidos com a informação que iriam deixar uns chás à nossa disposição. Descemos logo à mercearia para comprar bolinhos. Adivinhámos que iria haver necessidade de alimentar a barriga e confortar a alma. 

Paredes com mais de 1 metro de grossura só deixavam adivinhar o que se passava lá fora pelas pequenas janelas daquele espaço acolhedor. Um quarto com uma enorme cama de casal e outra de corpo e meio (além do berço) confortável, espaçoso, familiar e despretensioso convidava a um bom descanso mas estávamos ali para conhecer o castelo e antes que começasse outra carga de água fomos à descoberta. 

A trovoada provocou-nos constantemente enquanto estávamos no castelo e à saída os relâmpagos lembraram-nos o que nos esperava já ali, ao fundo da rua. A chuva começou a cair forte mas àquela curta distância já ouvíamos a água a borbulhar para o nosso chá, já sentíamos a roupa a secar e o cheirinho a pinheiro queimado que invadia o 2º piso da estalagem...

... e estávamos em casa, como sempre estivemos todo tempo que ali estivemos.




Restaurante Olivença

Foi um acaso de quem decidiu que vinha para Lisboa por um caminho diferente pelo qual tinha ido. E agora? Bora ver á net e assim fomos dar a este restaurante.

A verdade é que a comida é óptima mas naquele dia estava muito barulho porque havia um grupo de 45 pessoas. O atendimento é muito simples e familiar mas simpático. A sopa para o Diogo apareceu quase em segundos (mas uma canja custar 2.40€ deu cabo de mim). 

O Diogo comeu a sopa toda, petiscou da nossa comida mas dispensou a carne, ainda comeu camarão mas mal provou as migas e ao contrário do pai mandou-se a elas como se o Mundo fosse acabar.

O preço médio da refeição para 2 pessoas é de 40€ (com sumos e sem cafés).

Fotos de visitalentejo.pt

Restaurante Varanda do Alentejo

A opção deste restaurante deveu-se não só a uma prévia pesquisa mas também porque era mesmo ao lado da Estalagem do Marvão onde estávamos hospedados. Foi uma opção muito acertada não só pela qualidade da comida e do atendimento mas também porque nesse dia choveu e arriscávamos-nos a apanhar uma enorme molha se na hora de sair estivesse a chover.

A nossa escolha foi para a carne de porco à alentejana e aqui o Diogo aderiu em força a petiscar da nossa comida mesmo depois de ter comido um enorme prato de sopa. 

Só tenho a apontar como ponto negativo o facto de a meio do meu jantar ter aparecido um senhor que ligou a música ambiente de boa qualidade (U2) mas que não achei nada adequado para aquele restaurante. Então e o Cante Alentejano???

O restaurante romântico, calmo mas descontraído. O valor médio de uma refeição para 2 pessoas é de cerca de 40€ (com sumos e sem cafés).

Alguém me diz porque é que o raiu das sopas são tão caras??? Já pediram 2.40€ por uma canja!!!!!!!




Restaurante Zé Calha

O restaurante foi uma agradável surpresa que não estava nos meus planos. Eu tinha planeado almoçar no Restaurante Sever, mesmo junto ao Rio Sever mas quando lá chegámos eles estavam cheios de reservas e a espera era superior a 1h. Nem pensar em esperar para almoçar, por isso, decidimos arriscar o Zé Calha mesmo do outro lado da estrada.

O cabrito frito estava delicioso mas as bochechas eram de se lhe tirar o chapéu. Eu e o Luís temos a mania de pedir 2 pratos e depois partilhamos o que é sempre bom porque provamos um bocadinho de cada. O Diogo para não variar fez cara feia à carne mas como já tinha comido uma grande sopa, lá encheu o resto da barriga com batatas e pão.

Comida muito boa, tão boa que soube a pouco porque apetece encher até rebentar. Restaurante calmo com atendimento simpático e disponível. O valor médio de uma refeição para 2 pessoas é cerca de 40€ (com sumos e sem cafés).