terça-feira, 20 de outubro de 2015

Marvão

A 800 metros de altitude esta vila domina a paisagem com as suas enormes muralhas defensivas a avistarem-se ao longe. Esta vila manteve o seu valor defensivo e estratégico até ao séc XIX e por ter participado, na primeira linha, em todas as guerras de Portugal contra os inimigos externos tem o mais rico património histórico-militar.

A vila foi conquistada aos mouros em 1166. Parece que D. Afonso Henriques terá conquistado Marvão no período da Reconquitsta entre 1160 e 1166 mas a informação não é precisa. Existe a certeza que em 1226 recebe de D. Sancho II o foral régio.

O seu castelo medieval tem fundações romanas. D. Dinis manda-o reconstruir e ampliar após disputá-lo com o seu irmão D. Afonso em 1299.

As forças partidárias do Mestre de Avis tomam o castelo na Guerra da Restauração 1641-1668 e a velha fortificação é reabilitada com as novas tecnologias de guerra da altura.

Ir ao Marvão é vir de lá de coração cheio. O Castelo e as pequenas casas dentro das suas muralhas fazem lembrar uma pequena vila de conto de fadas, janelas pequenas, portas pequenas, ruas estreitas e um silêncio só superado pelo ar que nos corta os sentidos e faz sentir em Paz.

Estar no Marvão num dia de chuva e nevoeiro é poder caminhar como se o castelo e vila fossem nossos por direito e o nosso dever ser unicamente ali estar e cuidar das ruas como se elas pudessem desaparecer com o virar da página.

O tempo apesar de cinzento foi nosso amigo. O Diogo divertiu-se muito a explorar tudo e mais alguma coisa. O castelo convida a isso porque é grande, espaçoso e está bem cuidado. A trovoada que se ia ouvindo aproximar não o assustou e ele que correu e percorreu tudo o que lhe foi permitido percorrer. Até a vila foi sua amiga com as estreitas ruas vazias de pessoas recolhidas nas suas casas.

Ele só queria correr pelas ruas e muralhas do castelo, explorar tudo como se amanhã fossem desaparecer e de facto no dia seguinte desapareceram. Foi com coração partido que depois de um delicioso e simples pequeno almoço tivemos de deixar a maravilhosa Estalagem do Marvão e a magnifica vila.

Já no carro, o Diogo dizia adeus com as duas mãos ao castelo. - Adeus Catelo, adeus Catelo!!! E o meu coração sorriu de felicidade porque tenho a certeza que este cavaleiro depois de subir e descer ruas, pular escadas, correr por muralhas, explorar cantos e recantos irá descansar e talvez sonhar com novas aventuras e conquistas.



























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